Vou com minhas garras:
delícia impiedosa.
Deixo entre a dor e o prazer
a noite gritando em meus pêlos.
Sou tigresa, bicho do mato, princesa.
Olhar atento, corpo arisco,
nesta dança entre selva e cama.
Finco os dentes, rolo livre...
Digo o que quero, nao tenho medos...
O sussurrar da noite disfarça
os rugidos, os gemidos, meus delitos
O faro sente o cheiro da caça
Mas o andar é de princesa em seu salto
O sorriso, apenas garra disfarçada...
A vontade, impulso e pulsação...
Um dia é o da caça, e hoje é o meu dia.
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